Gosto de tudo. 

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1 year ago
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Wuthering Heights :)
Love it.

Wuthering Heights :)

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1 year ago
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Você sabe que tentar manter a distância não vai diminuir o que sinto.
A culpa é das estrelas
2 years ago
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Crónica de Amor

Quando a vejo chorar à espera que eu faça alguma coisa para a fazer parar de chorar dá-me um aperto na garganta para não chorar à sua frente. Ver as suas lágrimas é ver-me pequena ao lado da minha mãe à espera que ela resolva a minha vida e deixe de me magoar para não voltar a chorar. Só que ela não soube parar, mudar a minha vida. Tive de ser eu. Como vou ensinar uma criança que terá de ser ela a mudar a sua vida quando a sua vida depende de outra pessoa? De mim, por exemplo. Sinceramente, não sei fazer aquilo que implorava que fosse feito. Um toque mágico e tudo mudava. Como ensino uma criança que as pessoas cometem erros e que esses são a consequência de tudo na nossa vida? Vou mostrando força, coragem mas no esconderijo tenho medo. Como é que digo para uma criança que os adultos são egocêntricos e apesar de dizerem que pensam na sua vida, agem conforme aquilo que as faz feliz? Vê-la chorar é ver-me pequena a chorar, com medo de voltar para casa. Digo, tudo se vai resolver, mas é preciso mais. Não sei mais.

www.cronicasdeamor.blogs.sapo.pt

2 years ago
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Conto da asneira boa

No primeiro dia de aulas o Pedro cholé sentou-se ao pé de mim. Fui gozada durante trinta dias nos intervalos. “Cheiras mal”, ouvi 458 vezes durante aquele mês. Nunca respondi mas a minha vontade era dizer àqueles estúpidos que o cholé não se pega. Durante trinta dias o meu único amigo foi o Pedro cholé. Foram trinta dias porque ele nunca mais apareceu na escola por causa do que fiz. Uma vez ele deu-me uma maçã verde. Nunca a comi, tive medo que a maçã tivesse cholé. Depois de sair da escola atirei-a para o balde do lixo sem ninguém ver. Comecei a gostar de estar ao pé dele quando apareceu com um livro de banda desenhada e me explicava quem eram aqueles gordos vestidos de preto que ajudavam donzelas loiras em castelos. Ninguém gostava de banda desenhada, ele era o único. Eu também. Um dia fomos até ao parque das oliveiras perto da casa dele e ficámos a tarde toda a ver banda desenhada. O Pedro cholé era fixe, sentia pena que os meus outros colegas não tivessem percebido isso. Também fui má para ele e por causa disso nunca mais o vi. Nunca mais me esqueço, foi no intervalo depois da aula de matemática. Eles começaram com a frase irritante “cheiras mal”, aquilo já me andava a chatear. Agarrei numa pedra e mandei com toda a força à cabeça do Isac. Fui certeira, o Isac começou a deitar sangue e a chorar feito bebé cagão. Bem feita, agora quem cheira mal és tu, cheiras a sangue de porco, pensei. Instalou-se uma confusão dos diabos. A professora Mariana correu com os braços no ar, aos gritos, “quem fez esta asneira má?”. Asneira má? Existem asneiras boas? Os outros começaram a apontar para o Pedro cholé, “foi ele!foi ele!”. Ele olhou para mim e não disse nada. Eu também não. A professora mandou-o para dentro da sala de aula e pediu silêncio. “Acabou a confusão, todos para a sala de aula”. O Isac foi para a enfermaria e levou dois pontos. Berrou como um bezerro, os gritos ouviam-se na sala. O Pedro cholé foi expulso da escola por dois dias mas nunca mais o vi. Acho que acabou por ir morar com uma tia noutra aldeia. Nunca contei a ninguém que o Pedro cholé não cheirava a cholé.

www.maufeitio3.blogs.sapo.pt

2 years ago
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A Vida de Pi

"O som desaparecida, mas a ferida permanecia, como o cheiro da urina muito depois de se ter evaporado."

2 years ago
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Será que as saias abaixo do joelho me ficam bem?

Será que as saias abaixo do joelho me ficam bem?

1 year ago
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a-margurar:

"O que mais me dói hoje, é ter que chamar alguém de colega, quando um dia eu chamei de amigo."


— Jéssica Moreira 

1 year ago
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Doze livros para ler em 2013

Doze livros para ler em 2013

“Os Miseráveis” de Victor Hugo.

“Dom Quixote” de Cervantes.

“Lolita” de Vladimir Nabokov

“Os Irmãos Karamazov” de Fyodor Dostoevsky

“Viver para Contá-la” de Gabriel Garcia Marquez

“Madame Bovary” de Flaubert “David Cooperfield” de Charles Dickens

“Conversa na Catedral” de Mario Vargas Llosa

“Amor” de Toni Morrison

“O Ano da Morte de Ricardo Reis” de Saramago

“A Mãe” de Gorki

“Pela estrada Fora” de Jack Kerouac

(Source: maufeitio3.blogs.sapo.pt)

2 years ago
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@mor

"Escrever é como beijar sem lábios. Escrever é beijar com a cabeça."

2 years ago
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Conto da aranha invisivel

Uma formiga passeava pelas pernas da rapariga de cabelo negro. Ela não percebeu, atenta aos livros que pousavam na montra da livraria Conto e um Ponto. A formiga foi subindo pelas calças até que se instalou perto do bolso da saia castanha. Desorientada, a formiga começou a correr até ao umbigo da rapariga e mordeu-a. A rapariga gritou, atraindo a atenção do vendedor da livraria. “Menina, precisa de ajuda?”, perguntou preocupado. “Senti uma picada na barriga, acho que tenho uma aranha debaixo da roupa”. Quando ela acabou a frase e olhou para o rosto do vendedor viu o seu rosto vermelho de vergonha. “Estou com medo”, continuou a rapariga. “Pode usar a casa de banho da livraria para ver se tem algum bicho debaixo da sua roupa”. Ela aceitou, estava longe de casa e aflita por imaginar uma aranha a passear pelo seu corpo. Enquanto os humanos se preparam para descobrir a autora da mordida, a formiga tinha saltado como um super herói para o chão e já estava a comer um pedaço de pão embrulhado em papel prateado. A rapariga foi até à casa de banho, despiu a saia e aproximou-se do espelho à procura de marcas na barriga. A porta da casa de banho abriu-se, era o vendedor de livros todo suado com um sorriso do tamanho de uma melancia. “Deixe-me ajudá-la” e começou a apalpá-la. Os gritos da rapariga encheram a livraria. “Deixe-me, seu porco de merda”. “Tu gostas, queres mordidas pelo corpo”, disse ele enquanto a tentava morder no pescoço. Ela empurrava-o mas a força do homem ganhava a batalha corpo a corpo. Começou a chorar como uma música suave. Ele parou, simplesmente parou e virou-lhe as costas. Ela sentou-se no chão, encolheu as pernas com medo e vergonha. “Saia daqui, menina”. A rapariga limpou as lágrimas à saia pousada na sanita. “Pensava que tinha inventado a história da aranha para se aproximar de mim, todos os dias passa por aqui, fica horas a olhar a montra e nunca compra nada, pensei que tinha amor por mim”, disse ele envergonhado, ajeitando a camisa. “Não, caro senhor. Só não tenho dinheiro para comprar livros”. Rodou a chave que estava na porta fechada e saiu. A formiga olhou para cima e riu-se. As pessoas vêm aranhas onde não existem teias.

 

 

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2 years ago
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A Vida de Pi

"É verdade que as pessoas que conhecemos nos podem mudar, por vezes tão profundamente que depois disso já não somos os mesmos, até nos nossos nomes."

2 years ago
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